sexta-feira, 18 de maio de 2012

Impérios Africanos - Grandes Reis e Rainhas

HATSHEPSUT
A Rainha mais habilidosa de uma Antiguidade Distante
(1503 – 1482 A.C.)





Hatshepsut subiu ao poder depois que seu pai, Thutmose I, estava com paralisia. Ele designou Hatshepsut como sua principal ajudante e herdeira para o trono. Enquanto vários rivais masculinos buscavam o poder, Hatshepsut resistiu aos desafios deles para permanecer líder daquela que era até então a principal nação do mundo. Para ajudar a aumentar sua popularidade com o povo do Egito, Hatshepsut teve vários templos espetaculares e pirâmides erguidas. Algumas das altíssimas estruturas ainda hoje permanecem como uma lembrança da primeira governante real de uma nação civilizada. Ela realmente foi ” A Rainha mais Habilidosa de uma Antiguidade Distante” e permaneceu assim durante trinta e três anos.

TAHARQA
Rei de Nubia (710 – 664 A.C.)




Com dezesseis anos, este grande Rei de Nubia conduziu seus exércitos contra os assírios que invadiam seu aliado, Israel. Esta ação lhe deu um lugar na Bíblia (Isaias 37:9, 2 Reis 19:9). Durante os 25 anos de seu reinado, Taharqa controlou o maior império da África antiga. Seu poder só foi igualado pelos assírios. Estas duas forças sempre estavam em conflito, mas apesar da guerra contínua, Taharqa pôde iniciar um programa de construção ao longo do império que estava subjugando em extensão. Os números e a majestade de seus projetos eram legendários, com o maior sendo o templo a Gebel Barkal no Sudão. O templo foi escavado da pedra viva e enfeitado com imagens de Taharqa com mais de 100 pés de altura.

ANÍBAL
Dirigente de Cartago (247 – 183 A.C.)




Considerado um dos maiores generais de todos os tempos, Aníbal e seus poderosos exércitos africanos conquistaram as porções principais da Espanha e da Itália, e estiveram muito perto de derrotar o superpoderoso Império Romano. Nascido em Cartago, país ao norte da África, Aníbal tornou-se general do exército aos vinte e cinco anos. Seus audaciosos movimentos como marchar com o exército em elefantes africanos de guerra pelos Alpes traiçoeiros para surpreender e conquistar o norte da Itália, e seu gênio tático, foram ilustrados pela batalha de Cannas onde seu exército, aparentemente capturado, com inteligência cercou e destruiu uma força romana muito maior, lhe rendeu um reconhecimento que se expandiu por mais de 2000 anos.

CLEÓPATRA VII
Rainha do Egito (69 – 30 A.C.)




A mais famosa das sete matriarcas com este nome, Cleópatra subiu ao trono aos dezessete anos. A jovem rainha é freqüentemente retratada de forma errada como uma caucasiana (raça branca), porém ela tinha descendência grega e africana. Dominando vários idiomas diferentes e vários dialetos africanos, ela foi um importante instrumento além das fronteiras do Egito. Se esforçando para dar ao Egito a supremacia mundial, Cleópatra recrutou os serviços militares de dois grandes líderes romanos. Ela persuadiu Júlio César e, depois, Marco Antônio para renunciar as submissões romanas deles para lutar em nome do Egito. Porém, cada um conheceu a morte assim que os sonhos de conquistas de Cleópatra se realizaram. Desanimada, Cleopatra se matou, colocando um fim na vida da rainha africana mais célebre do mundo.

TENKAMENIN
Rei de Gana (1037 – 1075)




O país de Gana alcançou a altura de sua grandeza durante o reinado de Tenkamenin. Através de sua administração cuidadosa do comércio de ouro pelo deserto do Saara na África Ocidental, o império de Tenkamenin floresceu economicamente. Mas sua maior força estava no governo. Todo dia ele ia a cavalo e escutava os problemas e preocupações de seu povo. Ele insistiu que a ninguém fosse negada uma audiência e que lhes permitissem permanecer em sua presença até que a justiça fosse feita.

MANSA KANKAN MUSSA
Rei de Mali (1306 – 1332)




Líder extravagante e uma figura do mundo, Mansa Mussa se distinguiu como um homem que fez de tudo em uma grande escala. Homem de negócios realizado, ele administrou vastos recursos para beneficiar seu reino inteiro. Ele também era um estudante, e importou notáveis artistas para levantar a consciência da cultura de seu povo. Em 1324 ele conduziu seu povo no Hadj, uma peregrinação santa de Timbuktu para Mecca. Sua caravana consistia em 72,000 pessoas que ele conduziu seguramente pelo Deserto do Saara a uma distância total de 6,496 milhas. Tão espetacular era este evento, que Mansa Mussa ganhou o respeito de estudantes e comerciantes ao longo da Europa, e ganhou prestígio internacional por Mali como um dos maiores e mais ricos impérios do mundo.

SUNNI ALI BER
Rei de Songhay (1464 – 1492)




Quando Sunni Ali Ber chegou ao poder, Songhay era um pequeno reino no Sudão ocidental. Mas durante seu reinado de vinte e oito anos, esse reino se transformou no maior e mais poderoso império da África Ocidental. Sunni Ali Ber organizou um exército notável e com esta força feroz o rei guerreiro ganhou várias batalhas. Ele derrotou os nômades, aumentou as rotas de comércio, conquistou aldeias, e ampliou seu domínio. Ele capturou Timbuktu, trazendo para o império de Songhay um centro mais amplo de cultura de comércio, e bolsa de estudos muçulmano.

JA JA
Rei de Opobo (1464 – 1492)




Jubo Jubogha, filho de um membro desconhecido do povo Ibo, foi forçado a escravidão aos 12 anos, mas ganhou a liberdade ainda jovem e se tornou um comerciante independente (conhecido como Ja Ja pelos europeus). Ele tornou-se chefe de seu povo e da cidade oriental nigeriana de Bonny. Ele mais tarde se tornou rei de seu próprio território, Opobo, uma área perto do rio oriental da Nigéria, mais favorável ao comércio. Com o passar dos anos, governos europeus, principalmente o britânico, tentaram controlar o comércio da Nigéria. A resistência feroz de Ja Ja a qualquer influência externa acabou o levando ao exílio aos 70 anos pelos britânicos, para as Índias Ocidentais. O maior chefe Ibo do século XIX nunca mais viu seu reino.

MOSHOESHOE
Rei de Basutoland (1518 – 1568)




Por meio século, o povo de Basotho foi governado pelo fundador de sua nação. Moshoeshoe foi um rei sábio e justo que era brilhante em diplomacia quando estava em batalha. Ele uniu diversos grupos , desarraigados pela guerra, em uma sociedade estável onde a lei e a ordem predominaram e as pessoas puderam criar suas colheitas e seu gado em paz. Ele sabia que a paz tornava a prosperidade possível, e ele freqüentemente evitava conflitos através de hábeis negociações. Hoshoeshoe solidificou as defesas de Basotho em Thaba Bosiu, sua inconquistável capital montanhosa. Deste lugar seguro ele obteve várias vitórias sobre forças superiores.

IDRIS ALOOMA
Sultão de Bornu (1580 – 1617)




Dois séculos antes de Idris Alooma se tornar Mai (o Sultão) de Bornu, Kanem era uma terra separada onde as pessoas tinham sido expulsas por seus primos nômades, os Bulala. Isto fez com que um dos mais extraordinários governantes africanos reunisse os dois reinos. Idris Alooma era um muçulmano devoto. Ele substituiu a lei tribal pela lei muçulmana, e no começo de seu reinado fez uma peregrinação a Mecca. A viagem tinha um significado tanto militar como religioso, de onde ele retornou com armas de fogo turcas e depois comandou um exército inacreditavelmente forte. Eles marchavam rapidamente e atacavam de repente, esmagando tribos hostis em campanhas anuais. Finalmente Idris conquistou Bulala, estabelecendo domínio sobre o império de Kanem-Bornu e uma paz que durou meio século.

SHAMBA BOLONGONGO
Rei Africano da Paz (1600 – 1620)




Saudado como um dos maiores monarcas do Congo, o Rei Shamba não teve desejo maior do que preservar a paz, que é refletida em uma comum citação sua: “Não mate nenhum homem, nem mulher, nem criança. Eles não são as crianças de Chembe (Deus), e eles não têm o direito de viver? ” Ele freqüentemente viajava para aldeias distantes que usavam sua faca com lâmina de madeira, reconhecida como um meio exclusivo de armamento do estado. Shamba também era notável em promover artes e barcos, e por projetar uma forma complexa e extremamente democrática de governo que caracteriza um sistema de empecilhos e equilíbrios. O governo era dividido em setores que incluíam o exército, filiais judiciais e administrativas que representavam todas as pessoas de Bushongo.

OSEI TUTU
Rei Ashanti (1680 – 1717)




Osei Tutu foi o fundador e o primeiro rei da nação de Ashanti, um grande reino da floresta ocidental africana onde agora é Gana. Ele conseguiu convencer meia dúzia de chefes desconfiados a juntarem seus estados sob a liderança de Osei quando, de acordo com lenda, o Tamborete Dourado desceu do céu e permaneceu nos joelhos de Osei Tutu, significando sua escolha pelos deuses. O Tamborete Dourado se tornou um símbolo sagrado da alma da nação que estava especialmente destinada desde que o ouro era a principal fonte de riqueza de Ashanti. Durante o reinado de Osei Tutu, a área geográfica de Ashanti triplicou em tamanho. O reino tornou-se um poder significante que, com a coragem militar e sua política como um exemplo, se sustentaria durante dois séculos.

SHAKA
Rei dos Zulus (1818 – 1848)




Líder forte e inovador militar, Shaka é notável por revolucionar no 19º século a guerra Bantu pelo primeiro agrupamento de regimentos por idade, e treinando seus homens para usar armas unificadas e táticas especiais. Ele desenvolveu a ” azagaia “, uma lança curta, e marchou com seus regimentos em formação apertada, usando grandes proteções para se defender dos inimigos que lançavam lanças. Com o passar dos anos, as tropas de Shaka ganharam tal reputação que muitos inimigos fugiam. Com astúcia e confiança com suas ferramentas, Shaka tornou uma pequena tribo Zulu em uma nação poderosa de mais de um milhão de pessoas, unido todas as tribos da África do Sul contra o regime colonial.

KHAMA
O Rei Bom de Bechuanaland (1819 – 1923)




Khama distinguiu seu reinado como sendo altamente considerado como um governante pacífico com o desejo e habilidade para extrair inovações tecnológicas dos europeus enquanto resistia às tentativas deles para colonizar seu país. Tais avanços incluíram a construção de escolas, alimentos científicos para gado, e a introdução de um corpo de exército policial montado que praticamente eliminou todas as formas de crime. O respeito para Khama foi exemplificado durante uma visita a Rainha Victoria da Inglaterra para protestar contra a permanência inglesa em Bechuanaland em 1875. Os ingleses honraram Khama, confirmado seu apêlo para a continuação da liberdade para Bechuanaland.

SAMORY TOURE
O Napoleão Negro do Sudão (1830 – 1900)




O ascendência de Samory Toure começou quando sua terra natal Bissandugu foi atacada e sua mãe levada capturada. Depois de insistentes apelos, Samory teve permissão para assumir o lugar da mãe, mas depois fugiu e se alistou no exército do Rei Bitike Souane de Torona. Seguindo uma elevação rápida pelos graus do exército de Bitike, Samory voltou a Bissandugu onde logo foi instalado como rei e desafiou expansionismo francês na África lançando uma conquista para unificar a África Ocidental em um único estado. Durante o conflito de dezoito anos com a França, Samory continuamente frustrou os europeus com suas táticas e estratégias militares. Esta astuta coragem militar incitou alguns dos maiores comandantes da França para intitular o monarca africano de " O Napoleão Negro do Sudão ".

MENELIK II
Rei dos Reis da Abissínia (1844 – 1913)



Descendente da lendária Rainha de Sheba (ou Sabá) e do Rei Salomão, Menelik foi a figura principal naqueles tempos na África. Ele converteu um grupo de reinos independentes em um império forte e estável conhecido como os Estados Unidos de Abissínia (a Etiópia). O feito dele em reunir vários reinos que freqüentemente se opuseram fortemente uns aos outros, lhe deu um lugar como um dos grandes estadistas de história africana. As realizações adicionais dele na cena internacional lidando com os poderes mundiais, culminou com a vitória atordoante da Etiópia em cima da Itália em 1896 na Batalha de Adwa (uma tentativa para invadir o país) o colocou entre os grandes líderes da história mundial e manteve a independência do país até 1935.





Fonte: http://civilizacoesafricanas.blogspot.com.br


Reprodução: Flávio Ernane

quarta-feira, 16 de maio de 2012

A lenda e as façanhas Históricas de Besouro Mangangá

Deve-se lembrar primeiramente, que este post se trata de uma visão mistica e mitológica tida popularmente sobre Manuel Henrique ou Besouro Mangangá, nada de veracidade histórica foi instituído nesses relatos, inclusive não e o objetivo da nossa História cultural, buscar a verdade absoluta, e sim entender o mito popular em torno dos relatos.


BESOURO MANGANGÁ A história dos grandes capoeiras, vive até nossos dias, na imaginação popular e cantigas que narram suas façanhas. Em Salvador por volta de 1920 o chefe de polícia Pedrito de Azevedo Gordilho, perseguiu não só as rodas de capoeira, mas também o samba e o candomblé.

Nessa mesma época surge em Santo Amaro, Besouro Mangangá ou Besouro Cordão de Ouro, que foi um dos maiores capoeirista da Bahia um dos mais admirados e citado em canções nas rodas de capoeira. Nascido em 1897, era filho de João Grosso e Maria Haifa, chamava-se MANOEL HENRIQUE. Aprendeu Capoeira com o escravo chamado Tio Alípio. Ganhou o apelido de Besouro (inseto de picada venenosa) devido a crença popular que dizia que quando ele arrumava alguma enrascada e o número de inimigos era grande alem do que ele poderia suportar, não sendo possível vence-los ele se transformava em besouro e saia voando.

Sua escola de Capoeira ficava em Santo Amaro, onde fez discípulos como Cobrinha Verde que também era seu primo. Era exímio capoeira e faquista perigoso. Tinha o "corpo fechado" e não gostava de polícia. Em 1924, empregou-se de vaqueiro na fazenda de um senhor conhecido pelo nome de Dr. Zeca. Este fazendeiro tinha um filho de nome Memeu que era muito genioso. Ele teve uma discussão com Besouro, seu pai temendo por sua vida, mandou Besouro se empregar em uma usina onde tinha um amigo administrador. Mandou então uma carta para ele, pelo próprio Besouro que não sabia ler. Esta carta pedia que dessem fim nele por lá mesmo.

O administrador lendo a carta disse a Besouro, que esperasse a resposta até o dia seguinte. Besouro passou a noite em um prostíbulo e no dia seguinte foi buscar resposta. Quando chegou foi cercado por uns 40 homens os quais lhe atiraram, as balas nada lhe fizeram, mas um homem o feriu pelas costas com uma faca de tucum (madeira com resistência de ferro, alguns diziam que esta tinha poderes mágicos). Morreu aos 27 anos de idade. Eis uma de suas façanhas narrada por seu ex-aluno Cobrinha Verde:

"Certa vez estava sem trabalho e foi procurar um ganha pão. Foi a uma usina e deram-lhe trabalho. Quando foi no dia do pagamento ele sabia que o patrão tinha o hábito de chamar o trabalhador uma vez, e na segunda dizia: "quebrou para São Caetano", que queria dizer: não recebe mais. E se o fulano reclamasse era chicoteado e ficava preso no tronco de madeira com o pescoço, os braços e as pernas no tronco por um dia e depois era mandado embora. Na hora do pagamento disse a Besouro "quebrou para São Caetano". Todos receberam o dinheiro menos Besouro. Besouro então invadiu a casa do homem e gritou: - "pague o dinheiro de Besouro Cordão de Ouro! Paga ou não paga!". O patrão rapidamente mandou que pagassem o dinheiro daquele homem. Besouro tomou o dinheiro e foi embora.

Besouro também não gostava de polícia. Muitas vezes encontrava companheiros que iam presos e os tomava da mão de qualquer soldado, batia em todos, tomava-lhes as armas, levava-as até o quartel e dizia: "tá aqui, seus morcegos" e jogava as armas. Um dia ele estava em frente ao Largo da Cruz e passou um soldado. Besouro o forçou a tomar uma cachaça. O soldado saiu dali para o quartel e fez queixa ao tenente que mandou 10 soldados para prender Besouro, vivo ou morto. Chegando lá deram ordem de prisão. Besouro saiu do botequim de costas, foi para a cruz, encostou-se nela, abriu os braços e disse que não se entregava. Os soldados começaram a atirar. Besouro fingiu está baleado e caiu os soldados acharam que ele estava morto e se foram. Besouro então se levantou e saiu cantando.




Mestre Cobrinha Verde, discípulo de Besouro.




Fonte: http://www.suldabahiasf.org

Reprodução: Flávio Ernane

O Mago de Menlo Park



                                                 
Em março de 1876, depois de trabalhar em Newark, NJ, por cinco anos, Thomas Edison se mudou com sua base de operações para Menlo Park. Embora o jovem inventor já garantiu patentes para uma ampla variedade de dispositivos, o período que passou trabalhando fora da estrutura de dois andares na zona rural de Nova Jersey,acima, iria revelar-se particularmente produtivo. Nos seis anos, ele e seus companheiros trabalharam lá, mais de 400 patentes foram obtidas.


Vinte e nove anos de idade na época mudou-se para Menlo Park, Edison já era uminventor bem sucedido e empresário. Uma das razões que ele escolheu para estabelecer-se em Menlo Park era a de que ele forneceu um cenário tranquilo e ruralonde ele e seus colegas poderiam trabalhar sem distração, mas não foi longe de umaligação ferroviária de Nova York, a apenas 25 milhas de distância , permitindo-lheacesso fácil a seus apoiadores e patrocinadores corporativos.


O plano do laboratório de assoalho aberto, visto aqui em uma ilustração publicada originalmente em 1880, permitiu a comunicação fácil entre Edison e seus associados.O layout criado um ambiente informal que Edison achava que fomentava a criatividade. Ele não tinha regras para o trabalho e sem relógio tempo, mas a equipe trabalhou longas horas, gozaram da companhia um do outro e produzindo bons resultados.



Entre as muitas invenções significativas que Edison desenvolveu em Menlo Park, um dispositivo que permitia a gravação e reprodução de som foi um grande destaque. Aperfeiçoou um ano após a mudança, o dispositivo era tão extraordinário que Edison levou em turnê no ano seguinte, demonstrando que antes aos membros do Congresso e na Casa Branca para o presidente Rutherford B. Hayes. Durante a viagem a Washington, ele visitou o estúdio do famoso fotógrafo Mathew Brady, que fez este retrato do homem e sua máquina.



Em outubro de 1879, Edison mudou a história do mundo com o sucesso na passagem de corrente através de uma substância (neste caso, uma forma de papelão carbonizadochamado Bristol board) que brilhava sem queimar ou derreter. Outras formas de luz já havia sido criado, mas lâmpada de Edison foi revolucionário por que ela era prática: a primeira iteração, uma réplica do que é visto na foto acima, brilhou por 40 horas.


O numero de pessoal no laboratório de Menlo Park variava conforme a necessidade do cientista, muitas pessoas iam e viam, e outras trabalhavam com ele por anos, assumindo inclusive cargos de chefia e gerencia em empresas industriais da cidade e manufatoras.


Durante seus anos em Menlo Park, Edison melhorou radicalmente o gerador durante o desenvolvimento de inúmeros outros dispositivos para medir e melhorar a produção e distribuição de eletricidade, como tomadas, interruptores e fita isolante. Em torno do mesmo tempo, ele também inventou o tipo de fita gomada comumente utilizado para fixar os pacotes.


Em 1882, Edison tinha mudado muito de sua atenção para a gestão de sua empresa de eletricidade e iluminação em Nova York. A instalação de Menlo Park foi fechado naquele ano. Cinco anos mais tarde, ele iria abrir um centro de pesquisa muito maior nas proximidades, em West Orange, Nova Jersey, onde ele iria continuar a produzir novos produtos e idéias.


Reprodução: Flávio Ernane

O Tesouro de Staffordshire


Entre os artefatos encontrados está um anel de ouro adornado com uma pedra preciosa  Foto: Staffordshire Hoard/Divulgação


Um inglês que caçava objetos antigos no campo usando um detector de metais encontrou o que especialistas dizem ser a maior coleção de ouro anglo-saxão já descoberta na Grã-Bretanha. São 1,5 mil peças em ouro e prata, a maioria delas artefatos de guerra adornados com pedras preciosas, que os especialistas acreditam datar do século VII.
O tesouro foi encontrado em julho, em uma fazenda no condado de Staffordshire, no oeste da Inglaterra, pelo inglês Terry Herbert. O achado deve ser assunto de décadas de debates entre arqueólogos e historiadores. "Isto vai alterar nossa percepção da Inglaterra anglo-saxã", disse a especialista Leslie Webster, ex-funcionária do Departamento de Pré-História e Europa do Museu Britânico.
As peças estão sob a guarda do Birmingham Museum and Art Gallery, na cidade inglesa de Birmingham. Uma seleção com alguns dos objetos mais importantes vai ficar em exposição no Birmingham Museum entre o dia 25 de setembro até o dia 13 de outubro. Depois da exposição, a coleção segue para o Museu Britânico para ser avaliada por especialistas, um processo que pode demorar mais de um ano.


Drama
Em termos de quantidade, a descoberta é sem precedentes - cerca de cinco kg de ouro e 2,5 kg de prata. É impossível, no momento, saber ao certo a história do tesouro. Os especialistas suspeitam, no entanto, de que a história esteja repleta de drama e, possivelmente, sangue.
O arqueólogo Kevin Leahy, responsável por catalogar o material, disse que a qualidade das peças indica que teriam pertencido à realeza anglo-saxã. São centenas de objetos, entre eles, peças usadas para adornar espadas e fragmentos de elmos (capacetes de armaduras medievais). O tesouro inclui também três cruzes e uma placa de ouro trazendo uma inscrição bíblica.

"Parece uma coleção de troféus, mas é impossível saber se o tesouro resulta de saques feitos após uma única batalha ou se foi acumulado ao longo de uma longa e bem-sucedida carreira militar", disse Leahy. "Não sabemos como (o tesouro) acabou sendo enterrado naquele campo, talvez tenha sido um tributo aos deuses pagãos", especula o arqueólogo. "Ou talvez tenha sido escondido por conta de uma ameaça muito real".
Para Leahy, a terrível ameaça que levou alguém a enterrar o tesouro provavelmente se concretizou, já que as peças nunca foram desenterradas. "Quando fizermos mais estudos sobre o maerial, poderemos dizer mais", disse.

Fonte: www.terra.com.br


Reprodução: Flávio Ernane

quarta-feira, 9 de maio de 2012

A Maldição de Tutankhamon explicada pela Ciência


No começo do século XX a ciência começou a desbravar as pirâmides do Egito, assim como suas câmaras mortuárias. Os primeiros homens a entrar em tais construções ficaram maravilhados com tanta riqueza e beleza, mas depois de alguns meses, misteriosamente, eles adoeciam e morriam, sem que os médicos pudessem encontrar o motivo.

Nessa época havia lendas entre o povo do Egito que diziam que aqueles que perturbassem o sono dos faraós seriam atingidos por uma terrível maldição.

O caso mais famoso envolve a expedição comandada pelo arqueólogo Dr. Howard Carter, que no ano de 1922 profanou a tumba do faraó Tutankhamon, rei egípcio da décima oitava dinastia, morto há mais de 3.000 anos, e seu patrocinador, o Duque de Carnvon Edward Herbert.


Carnvon Edward Herbert estava presente quando a tumba do jovem faraó foi descoberta, ele entrou na câmara mortuária junto com Howard Carter. Cinco meses depois, Carnvon Edward Herbert morreu em um hospital no Cairo de uma misteriosa doença. Nenhum médico conseguiu diagnosticá-la.

O interessante é que quando Lord Carnavon entrara cheio de euforia no túmulo de Tutankhamon, o inspetor geral de antiguidades do Governo egípcio, Arthur Weigall, disse: “Se penetrar no túmulo com tamanha irreverência, não lhe dou mais de seis meses de vida". Dizia isso, convicto à crença existente em todo o Egito de que "o Faraó virá chamar aquele que violar seu túmulo".


Esse não é o único caso envolvendo a maldição de Tutankhamon nessa expedição. Outro que penetrou em sua tumba foi o Dr. Evellyne White, ele foi um dos primeiros em penetrar na câmara mortuária. Saindo do Vale dos Reis, sentiu-se sempre fraco e psiquicamente muito deprimido. "Sucumbi a uma maldição que me forçou a desaparecer.", dizia na carta de despedida, encontrada junto ao seu cadáver. Ele enforcou-se.

Frederick Raleigh fora mandado de Londres para descobrir, antes que o sarcófago fosse aberto, se o corpo de Tutankhamon estava realmente dentro. Dizem que ele foi o primeiro em "penetrar" e perturbar o "descanso" do jovem Faraó. Raleigh teve de ser retirado da sala funerária, sentindo-se mal. Logo desmaiou e não recuperou mais os sentidos: Estava morto.


Outra morte foi de Archibald Reed, arqueólogo do Governo egípcio, que iria radiografar os restos mortais de Tutankhamon. No segundo dia de trabalho, sentiu-se mal e morreu. 

Pouco depois da descoberta do túmulo, chegava ao Vale dos Reis, o Prof. La Fleur, amigo íntimo de Carter. Ele só pode assistir aos trabalhos durante algumas semanas. Morreu vítima de uma "doença desconhecida".
            
Ao todo foram 17 cientistas que após estarem no Vale dos Reis e realizar estudos na tumba de Tutankhamon morreram de maneira desconhecida.

EXPLICAÇÃO CIENTÍFICA

Quem desvendou o mistério foi o médico Geoffrey Dean, que após vários estudos descobriu que a maldição nada mais era do que uma doença chamada histoplasmose, que é causada por um fungo que se desenvolve no esterco ressecado dos morcegos.


O estudo começou porque chamou à atenção dos pesquisadores médicos a semelhança dos sintomas apresentados pelas vítimas da "maldição do Faraó" e os apresentados pelas vítimas das "cavernas enfeitiçadas" de Urugwe, na Rodésia, assim como em outras cavernas, inclusive na América Central.

Verificou-se que desde o início das escavações, o acesso ao corredor, antecâmara e anexo, câmara e tesouro de Tutankhamon estivera simplesmente vedado com uma porta de barras de ferro, o que permitia a entrada de inúmeros morcegos do deserto.


Essa doença pode se manifestar de duas maneiras, uma forma mais branda, onde o acometido irá desenvolver alguns sintomas, mas irá adquirir imunidade contra ela, e a forma mais grave, que pode matar em alguns meses.


Alguns cientistas que entraram da tumba de Tutankhamon não desenvolveram a doença, devido à imunidade adquirida em escavações onde a quantidade do fungo era pequena, enquanto aqueles que nunca haviam tido contato com o fundo desenvolveram a forma fatal da doença.


Reprodução: Flávio Ernane