quarta-feira, 16 de maio de 2012

O Mago de Menlo Park



                                                 
Em março de 1876, depois de trabalhar em Newark, NJ, por cinco anos, Thomas Edison se mudou com sua base de operações para Menlo Park. Embora o jovem inventor já garantiu patentes para uma ampla variedade de dispositivos, o período que passou trabalhando fora da estrutura de dois andares na zona rural de Nova Jersey,acima, iria revelar-se particularmente produtivo. Nos seis anos, ele e seus companheiros trabalharam lá, mais de 400 patentes foram obtidas.


Vinte e nove anos de idade na época mudou-se para Menlo Park, Edison já era uminventor bem sucedido e empresário. Uma das razões que ele escolheu para estabelecer-se em Menlo Park era a de que ele forneceu um cenário tranquilo e ruralonde ele e seus colegas poderiam trabalhar sem distração, mas não foi longe de umaligação ferroviária de Nova York, a apenas 25 milhas de distância , permitindo-lheacesso fácil a seus apoiadores e patrocinadores corporativos.


O plano do laboratório de assoalho aberto, visto aqui em uma ilustração publicada originalmente em 1880, permitiu a comunicação fácil entre Edison e seus associados.O layout criado um ambiente informal que Edison achava que fomentava a criatividade. Ele não tinha regras para o trabalho e sem relógio tempo, mas a equipe trabalhou longas horas, gozaram da companhia um do outro e produzindo bons resultados.



Entre as muitas invenções significativas que Edison desenvolveu em Menlo Park, um dispositivo que permitia a gravação e reprodução de som foi um grande destaque. Aperfeiçoou um ano após a mudança, o dispositivo era tão extraordinário que Edison levou em turnê no ano seguinte, demonstrando que antes aos membros do Congresso e na Casa Branca para o presidente Rutherford B. Hayes. Durante a viagem a Washington, ele visitou o estúdio do famoso fotógrafo Mathew Brady, que fez este retrato do homem e sua máquina.



Em outubro de 1879, Edison mudou a história do mundo com o sucesso na passagem de corrente através de uma substância (neste caso, uma forma de papelão carbonizadochamado Bristol board) que brilhava sem queimar ou derreter. Outras formas de luz já havia sido criado, mas lâmpada de Edison foi revolucionário por que ela era prática: a primeira iteração, uma réplica do que é visto na foto acima, brilhou por 40 horas.


O numero de pessoal no laboratório de Menlo Park variava conforme a necessidade do cientista, muitas pessoas iam e viam, e outras trabalhavam com ele por anos, assumindo inclusive cargos de chefia e gerencia em empresas industriais da cidade e manufatoras.


Durante seus anos em Menlo Park, Edison melhorou radicalmente o gerador durante o desenvolvimento de inúmeros outros dispositivos para medir e melhorar a produção e distribuição de eletricidade, como tomadas, interruptores e fita isolante. Em torno do mesmo tempo, ele também inventou o tipo de fita gomada comumente utilizado para fixar os pacotes.


Em 1882, Edison tinha mudado muito de sua atenção para a gestão de sua empresa de eletricidade e iluminação em Nova York. A instalação de Menlo Park foi fechado naquele ano. Cinco anos mais tarde, ele iria abrir um centro de pesquisa muito maior nas proximidades, em West Orange, Nova Jersey, onde ele iria continuar a produzir novos produtos e idéias.


Reprodução: Flávio Ernane

O Tesouro de Staffordshire


Entre os artefatos encontrados está um anel de ouro adornado com uma pedra preciosa  Foto: Staffordshire Hoard/Divulgação


Um inglês que caçava objetos antigos no campo usando um detector de metais encontrou o que especialistas dizem ser a maior coleção de ouro anglo-saxão já descoberta na Grã-Bretanha. São 1,5 mil peças em ouro e prata, a maioria delas artefatos de guerra adornados com pedras preciosas, que os especialistas acreditam datar do século VII.
O tesouro foi encontrado em julho, em uma fazenda no condado de Staffordshire, no oeste da Inglaterra, pelo inglês Terry Herbert. O achado deve ser assunto de décadas de debates entre arqueólogos e historiadores. "Isto vai alterar nossa percepção da Inglaterra anglo-saxã", disse a especialista Leslie Webster, ex-funcionária do Departamento de Pré-História e Europa do Museu Britânico.
As peças estão sob a guarda do Birmingham Museum and Art Gallery, na cidade inglesa de Birmingham. Uma seleção com alguns dos objetos mais importantes vai ficar em exposição no Birmingham Museum entre o dia 25 de setembro até o dia 13 de outubro. Depois da exposição, a coleção segue para o Museu Britânico para ser avaliada por especialistas, um processo que pode demorar mais de um ano.


Drama
Em termos de quantidade, a descoberta é sem precedentes - cerca de cinco kg de ouro e 2,5 kg de prata. É impossível, no momento, saber ao certo a história do tesouro. Os especialistas suspeitam, no entanto, de que a história esteja repleta de drama e, possivelmente, sangue.
O arqueólogo Kevin Leahy, responsável por catalogar o material, disse que a qualidade das peças indica que teriam pertencido à realeza anglo-saxã. São centenas de objetos, entre eles, peças usadas para adornar espadas e fragmentos de elmos (capacetes de armaduras medievais). O tesouro inclui também três cruzes e uma placa de ouro trazendo uma inscrição bíblica.

"Parece uma coleção de troféus, mas é impossível saber se o tesouro resulta de saques feitos após uma única batalha ou se foi acumulado ao longo de uma longa e bem-sucedida carreira militar", disse Leahy. "Não sabemos como (o tesouro) acabou sendo enterrado naquele campo, talvez tenha sido um tributo aos deuses pagãos", especula o arqueólogo. "Ou talvez tenha sido escondido por conta de uma ameaça muito real".
Para Leahy, a terrível ameaça que levou alguém a enterrar o tesouro provavelmente se concretizou, já que as peças nunca foram desenterradas. "Quando fizermos mais estudos sobre o maerial, poderemos dizer mais", disse.

Fonte: www.terra.com.br


Reprodução: Flávio Ernane

quarta-feira, 9 de maio de 2012

A Maldição de Tutankhamon explicada pela Ciência


No começo do século XX a ciência começou a desbravar as pirâmides do Egito, assim como suas câmaras mortuárias. Os primeiros homens a entrar em tais construções ficaram maravilhados com tanta riqueza e beleza, mas depois de alguns meses, misteriosamente, eles adoeciam e morriam, sem que os médicos pudessem encontrar o motivo.

Nessa época havia lendas entre o povo do Egito que diziam que aqueles que perturbassem o sono dos faraós seriam atingidos por uma terrível maldição.

O caso mais famoso envolve a expedição comandada pelo arqueólogo Dr. Howard Carter, que no ano de 1922 profanou a tumba do faraó Tutankhamon, rei egípcio da décima oitava dinastia, morto há mais de 3.000 anos, e seu patrocinador, o Duque de Carnvon Edward Herbert.


Carnvon Edward Herbert estava presente quando a tumba do jovem faraó foi descoberta, ele entrou na câmara mortuária junto com Howard Carter. Cinco meses depois, Carnvon Edward Herbert morreu em um hospital no Cairo de uma misteriosa doença. Nenhum médico conseguiu diagnosticá-la.

O interessante é que quando Lord Carnavon entrara cheio de euforia no túmulo de Tutankhamon, o inspetor geral de antiguidades do Governo egípcio, Arthur Weigall, disse: “Se penetrar no túmulo com tamanha irreverência, não lhe dou mais de seis meses de vida". Dizia isso, convicto à crença existente em todo o Egito de que "o Faraó virá chamar aquele que violar seu túmulo".


Esse não é o único caso envolvendo a maldição de Tutankhamon nessa expedição. Outro que penetrou em sua tumba foi o Dr. Evellyne White, ele foi um dos primeiros em penetrar na câmara mortuária. Saindo do Vale dos Reis, sentiu-se sempre fraco e psiquicamente muito deprimido. "Sucumbi a uma maldição que me forçou a desaparecer.", dizia na carta de despedida, encontrada junto ao seu cadáver. Ele enforcou-se.

Frederick Raleigh fora mandado de Londres para descobrir, antes que o sarcófago fosse aberto, se o corpo de Tutankhamon estava realmente dentro. Dizem que ele foi o primeiro em "penetrar" e perturbar o "descanso" do jovem Faraó. Raleigh teve de ser retirado da sala funerária, sentindo-se mal. Logo desmaiou e não recuperou mais os sentidos: Estava morto.


Outra morte foi de Archibald Reed, arqueólogo do Governo egípcio, que iria radiografar os restos mortais de Tutankhamon. No segundo dia de trabalho, sentiu-se mal e morreu. 

Pouco depois da descoberta do túmulo, chegava ao Vale dos Reis, o Prof. La Fleur, amigo íntimo de Carter. Ele só pode assistir aos trabalhos durante algumas semanas. Morreu vítima de uma "doença desconhecida".
            
Ao todo foram 17 cientistas que após estarem no Vale dos Reis e realizar estudos na tumba de Tutankhamon morreram de maneira desconhecida.

EXPLICAÇÃO CIENTÍFICA

Quem desvendou o mistério foi o médico Geoffrey Dean, que após vários estudos descobriu que a maldição nada mais era do que uma doença chamada histoplasmose, que é causada por um fungo que se desenvolve no esterco ressecado dos morcegos.


O estudo começou porque chamou à atenção dos pesquisadores médicos a semelhança dos sintomas apresentados pelas vítimas da "maldição do Faraó" e os apresentados pelas vítimas das "cavernas enfeitiçadas" de Urugwe, na Rodésia, assim como em outras cavernas, inclusive na América Central.

Verificou-se que desde o início das escavações, o acesso ao corredor, antecâmara e anexo, câmara e tesouro de Tutankhamon estivera simplesmente vedado com uma porta de barras de ferro, o que permitia a entrada de inúmeros morcegos do deserto.


Essa doença pode se manifestar de duas maneiras, uma forma mais branda, onde o acometido irá desenvolver alguns sintomas, mas irá adquirir imunidade contra ela, e a forma mais grave, que pode matar em alguns meses.


Alguns cientistas que entraram da tumba de Tutankhamon não desenvolveram a doença, devido à imunidade adquirida em escavações onde a quantidade do fungo era pequena, enquanto aqueles que nunca haviam tido contato com o fundo desenvolveram a forma fatal da doença.


Reprodução: Flávio Ernane

I Congresso Nacional do Curso de História da PUC-GO: Biografias, Narrativas e Possibilidades de Pesquisa & I Encontro Científico da Licenciatura em História da PUC-GO

I Congresso Nacional do Curso de História da PUC-GO: Biografias, Narrativas e Possibilidades de Pesquisa & I Encontro Científico da Licenciatura em História da PUC-GO
Data - 3 e 4 de setembro de 2012
Convidada - Participação Especial: Historiadora Mary Del Priore (autora de diversos livros sobre História do Brasil e vida privada.)






PROGRAMAÇÃO
I Congresso Nacional do Curso de História da PUC-GO: Biografias, Narrativas e Possibilidades de Pesquisa & I Encontro Científico da Licenciatura em História da PUC-GO
Data- 3 e 4 de setembro de 2012
PROGRAMAÇÃO
Dia 03/09/2012
13:00- 14:00- Credenciamento
14: 00- 15 :30 Mesa I- História e Literatura: Diálogos Possíveis
Coordenação: Drª Maria do Espírito Santo Rosa Cavalcante (PUC-Go)
Participantes:
Drª Ana Teresa Marques Gonçalves (UFG)
Drª Aline Dias da Silveira (UFSC)
Drª Cléria Botelho da Costa (UNB)
Dr José Alcides Ribeiro (USP)
15: 45 - 18:00- Simpósios Temáticos
Simpósio 1
- Fontes e Narrativas em História Antiga – Coordenação: Dr. Henrique Modanez
de Sant'Anna. (UNB)
Simpósio 2
- Cultura, Política e Religião na Idade Média- Coordenação Ms Dirceu Marchini (UNB)/ Ms
Cleusa Teixeira de Sousa (UFG)
Simpósio 3
- Gênero e História- - Coordenação: Drª Ana Carolina Eiras (UFG)
Simpósio 4
- Ensino de História- Possibilidades de Pesquisa /Coordenadores: Ms Maria Madalena Queiroz(PUC-Go)/ Ms Murilo Borges Silva (UFG)/ Profa Ms Sandra Nara da Silva Novaes (UFG)
Simpósio 5
- História e Religiosidades- Coordenação: Dr Eduardo Gusmão de Quadros (Mestrado em História- PUC-Go)
Simpósio 6-
Metodologias de Pesquisa e Narrativas na Historiografia Brasileira. Coordenador- Dr. Eliézer Cardoso de Oliveira (UEG)
Simpósio 7
- Os Intelectuais e a História Política Brasileira. Coordenação: Drª Maria Cristina Nunes Ferreira Neto (Mestrado em História-PUC-Go)
Simpósio 8
- História da Educação e Memória Educativa nos Arquivos e nas Fontes Prof.ª . Dra. Amone Inácia Alves (FE/UFG)/ Prof.ª . Dra. Diane Valdez (FE/UFG)/Prof.ª Dra. Miriam Bianca R. Amaral (FE/UFG)
Simpósio 9-
Escravidão e Abolição como Objetos de Pesquisa. Coordenação: Drª Júlia Bueno (UEG)
Abertura oficial- 19:00- 19:30
Coordenação- Dr. Eduardo José Reinato- (Diretor do HGSR- PUC-GO)
19: 30- 21: 00 Conferência de Abertura
- História e Biografia: "Quando o indivíduo encontra a História"
Conferencista- Drª Mary Del Priore – Historiadora e escritora. Publicou entre outros:
A carne e o sangue - a Imperatriz Leopoldina, D. Pedro I
e Domitila, a Marquesa de Santos- Rocco, 2012
Histórias Íntimas – Planeta, 2011
Matar para não morrer. A morte de Euclides da Cunha e a noite sem fim de Dilermando de Assis. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009.
Condessa de Barral, a paixão do Imperador. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008.
O príncipe maldito. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007.
História do Amor no Brasil. São Paulo: Contexto, 2005.
História das mulheres no Brasil. São Paulo: Contexto, 1997.
Festas e utopias no Brasil colonial. São Paulo: Brasiliense, 1994.
História da Criança no Brasil. São Paulo: Contexto, 1991.
21:00 - Lançamento do Livro: PRIORE. Mary Del. A carne e o sangue - a Imperatriz Leopoldina, D. Pedro I e Domitila ,a Marquesa de Santos- Rocco, 2012
04/09/2012
9:30 - 11:30 - Mesa Redonda II- Trajetórias de vida e imagens de Goiás no século XIX
Coordenação- Ms Ivan Vieira Neto (PUC-GO)
Participantes: Drª Heliane Prudente (UFG/ALFA)/ Ms Paulo Ribeiro (PUC-GO)/ / Drª Maria de Fátima Oliveira (UEG)/ Dr Marcos Menezes (UFG)
15: 00 – 16 :30- Conferência-
"Mercenários e transformações nos padrões táticos gregos durante as Guerras dos Diádocos, 323-301 a.C".
Coordenação- Drª Renata Cristina de S. Nascimento (UFG/UEG/PUC-G0)
Conferencista- Dr. Henrique Modanez
de Sant'Anna. (UNB)
16:30- 18:30- Apresentação de Painéis (Alunos de graduação)
Coordenação e organização- Ms Paulo Ribeiro (PUC-G0)
19: 30- 21:00 Conferência de Encerramento
Coordenação: Drª Maria Cristina Nunes Ferreira Neto (PUC-GO)
Conferência - Biografia e Narrativa em Kuribayashi
Conferencista- Ms Antônio Luiz de Souza
(PUC- Go)
Comissão organizadora:
Ms Maria Madalena Queiroz (PUC-GO)
Ms Paulo Ribeiro (PUC-Go)
Drª Renata Cristina de S. Nascimento (UFG/UEG/PUC-GO)
Ms Ivan Vieira Neto (PUC-Go)
Camila de Melo Santos (Mestrado em História)
Ms Dirceu Marchinni (UFG/UNB)
Henrique Coelho (Mestrado em História)
Drª Maria Cristina Nunes Ferreira Neto (PUC-GO)

Postagem: Hugo Rincon.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Golpes Militares na América Latina e a Doutrina de Segurança Nacional dos EUA


A DOUTRINA DE SEGURANÇA NACIONAL ESTADOS-UNIDENSE E SUA INFLUÊNCIAS NOS GOLPES MILITARES NA AMÉRICA LATINA
 NAS DÉCADAS DE 1960 E 1970










     Após a 2° Guerra Mundial e a "divisão mundial" entre os blocos Capitalista (liderado pelos EUA) e Socialista (União Soviética), foi criada pelos Estados Unidos uma política de proteção e contenção a "ameça comunista". Essa política iniciou-se com o suporte financeiro e bélico a Europa Ocidental e ao Japão, visando reconstruí-los e afastá-los dos “perigos” socialistas da União Soviética e China respectivamente.
     Com a Revolução Cubana em 1959 e a adesão de Cuba ao comunismo em 1962, a “ameaça comunista” antes tão distante (geograficamente), passou a “bater as portas” da América. Os Estados Unidos passam então a “voltar seus olhos” para o resto do continente americano.
      Nas décadas de 1950 e 1960, os países da América Latina passavam por um momento de crise do Estado Populista, momento de emergência da Guerra Fria. Muitos líderes populistas latino-americanos tinham uma certa simpatia pelo Socialismo, como Cárdenas no México e Perón na Argentina. Nessa temporalidade, a Doutrina de Segurança Nacional criada e implantada pelos EUA, influenciou os golpes militares. A profissionalização dos militares, as escolas militares, como a Escola Superior de Guerra, ambientes onde a Doutrina de Segurança Nacional e o anticomunismo foram amplamente difundidos. Na América Latina, essa doutrina ganhou características particulares, como as idéias de: segurança nacional vinculada ao desenvolvimento nacional, a subversão associada ao subdesenvolvimento. É na segunda que a doutrina norte-americana ganhou mais força, onde o medo da subversão está no inimigo interno, aquele que represente um perigo à nação, geralmente adeptos ao ideal comunista. Nesse combate a subversão é interessante ressaltar a influência militar francesa no treinamento dos militares brasileiros para guerras revolucionárias, na idéia de combate ao inimigo interno.


      A Doutrina de Segurança Nacional foi o maior fator externo e ideológico a influenciar os Golpes Militares na América Latina. Sua base ideológica ressaltou nos militares sua importância como protetores da nação, da soberania, do ideal nacional. Os golpes foram frutos de diversas questões, internas e externas. No fator externo e ideológico, suas bases estavam na doutrina norte-americana.


 FONTE:
Texto: A Doutrina de Segurança Nacional Estados-Unidense e a sua Influências nos Golpes Militares na América Latina nas décadas de 1960 e 1970.
Autor: Hugo Rincon Azevedo.
Texto produzido durante uma avalização de História da América Contemporânea do Professor Paulo Ribeiro, no curso de História, na Pontifícia Universidade Católica de Goiás.

Postagem: Hugo Rincon.

Tribunais militares

Os horrores da Segunda Guerra Mundial serão abordados em um seminário realizado na UFRJ, nesta terça, a partir das 9h30. A data não foi escolhida por acaso: em 8 de maio comemoração o Dia da Vitória - data em que a Alemanha assinou sua rendição, colocando fim do conflito, em maio de 1945.

Neste ano, o seminário vai expor o tema dos Tribunais Militares pós-Segunda Guerra, em Nuremberg e em Tóquio. Além disso, vão trazer à tona as questões dos direitos humanos e dos crimes contra a humanidade que foram praticados contra populações civis durante o período de confronto, que começou em 1939.

O encontro faz parte do Programa de Pós-Graduação em História Comparada e será realizado em parceria com outras instituições, como a Escola Superior de Guerra. O evento acontece no Salão Nobre do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, no Largo de São Francisco de Paula 1, no Centro do Rio. A mesa começa às 9h30 e tem encerramento às 12h30.





Fonte: http://www.revistadehistoria.com.br


Autor: Hugo Rincon Azevedo

Vênus Negra




Saartjie Baartman era uma mulher pertencente ao grupo étinico dos khoisan, que viviam no sudoeste da África e tinham um biotipo físico e idioma próprio. Os país dela foram assassinados durante uma guerra local e ela foi vendida para um comerciante. Em 1808, enquanto trabalhava na casa da família na África do Sul, Saartjie foi convidada pelo irmão do seu patrão para apresentar-se na Inglaterra e conseguir muito dinheiro. Com dificuldades financeiras, a família viu na mulher uma possível fonte de renda devido a curiosidade que o mundo tinha em relação ao continente africano e seus habitantes.
O tipo físico da moça chamava muita atenção. Saartjie tinha enormes nádegas, por conta de uma hipertrofia (Esteatopigia), o que era considerado incrivelmente bizarro para os padrões europeus. Além disso, ela também tinha um traço muito característico dos khoisans: a cortina da vergonha. Os pequenos lábios da vagina de Saartije era maior que o normal, podendo chegar até 10 cm a partir da vulva; por isso lembrava uma cortina de pele – a cortina da vergonha.
Saartjie era tida como um grande totem sexual. Ela era exposta para grandes multidões de segunda a segunda fazendo danças nativas e tocando instrumentos africanos. Ela se tornou uma atração famosa, vista quase como um alienígena ou algo grotesco, despertou o interesse da população londrina que chegava a pagar mais caro para poder tocar nas suas nádegas.
Em 1814, dizem que ela mudou-se para Paris no final da era napoleônica, onde foi examinada durante três dias por cientistas do Museu de História Natural, desenvolveu um vício em álcool e, em algum momento, chegou-se a prostituir para tentar voltar pra casa. Ela morreu em Paris possivelmente de sífilis – os registros não são claros – com 26 anos de idade. Sua morte não lhe trouxe qualquer dignidade, ou seja, seu corpo foi  dissecados e tornou-se propriedade do Museu de História Natural. Seu cérebro e os órgãos genitais foram mantidos em frascos nos aposentos privados de um cientista.
Fonte: http://www.ibahia.com

Reprodução: Flávio Ernane