terça-feira, 8 de maio de 2012

Vênus Negra




Saartjie Baartman era uma mulher pertencente ao grupo étinico dos khoisan, que viviam no sudoeste da África e tinham um biotipo físico e idioma próprio. Os país dela foram assassinados durante uma guerra local e ela foi vendida para um comerciante. Em 1808, enquanto trabalhava na casa da família na África do Sul, Saartjie foi convidada pelo irmão do seu patrão para apresentar-se na Inglaterra e conseguir muito dinheiro. Com dificuldades financeiras, a família viu na mulher uma possível fonte de renda devido a curiosidade que o mundo tinha em relação ao continente africano e seus habitantes.
O tipo físico da moça chamava muita atenção. Saartjie tinha enormes nádegas, por conta de uma hipertrofia (Esteatopigia), o que era considerado incrivelmente bizarro para os padrões europeus. Além disso, ela também tinha um traço muito característico dos khoisans: a cortina da vergonha. Os pequenos lábios da vagina de Saartije era maior que o normal, podendo chegar até 10 cm a partir da vulva; por isso lembrava uma cortina de pele – a cortina da vergonha.
Saartjie era tida como um grande totem sexual. Ela era exposta para grandes multidões de segunda a segunda fazendo danças nativas e tocando instrumentos africanos. Ela se tornou uma atração famosa, vista quase como um alienígena ou algo grotesco, despertou o interesse da população londrina que chegava a pagar mais caro para poder tocar nas suas nádegas.
Em 1814, dizem que ela mudou-se para Paris no final da era napoleônica, onde foi examinada durante três dias por cientistas do Museu de História Natural, desenvolveu um vício em álcool e, em algum momento, chegou-se a prostituir para tentar voltar pra casa. Ela morreu em Paris possivelmente de sífilis – os registros não são claros – com 26 anos de idade. Sua morte não lhe trouxe qualquer dignidade, ou seja, seu corpo foi  dissecados e tornou-se propriedade do Museu de História Natural. Seu cérebro e os órgãos genitais foram mantidos em frascos nos aposentos privados de um cientista.
Fonte: http://www.ibahia.com

Reprodução: Flávio Ernane

sexta-feira, 9 de março de 2012

Dica Marota - História da Ciência - Ana Maria Alfonso Goldfarb

Nessa obra a autora tenta explorar a origem do termo Historia da Ciência e seus preceitos básicos de fundamentação. Ela explica termos bem comuns do cotidiano do pesquisador histórico dessa área, mais que para muitos passam de forma desapercebida e comum, ótimo livro para os amantes dos estudos clássicos e a visão que os Renascentistas tiveram a seu respeito.
Leitura super recomendada para quem esta academicamente perdido no período da Historia Moderna...
Livro pequeno e de linguagem bem interessante e curiosa.

Recomendo...



Ana Maria Alfonso Goldfarb

Pesquisadora nas áreas de Historia, Ciência e Cultura, e Pesquisadora da PUC-SP, e lider do grupo de estudos "Centro Simão de Mathias em Estudos da Historia da Ciencia - PUC-SP" e também e membro do grupo "Estudos sobre a Institucionalização das Ciências no Brasil".

Autor: Flávio Ernane

quarta-feira, 7 de março de 2012

Pintores de Nossa História - Jean-Baptiste Debret

Jean-Baptiste Debret foi um Pintor Francês do Seculo XVIII e XIX. Foi membro da Missão Artística ao Brasil solicitada por Dom João VI. Entre a opção Brasileira e a Missão Artística Russa encomendada pelo Czar Alexandre I, Debret escolheu a America e embarcou junto de Grandjean de Montigny. Sua chegada as terras portuguesas na America, coincidem com a morte da então Rainha de Portugal. D. Maria I. Debret foi responsável pela retratação do funeral e pelo levante do novo monarca ao trono da coroa portuguesa.























Pintores de Nossa História - Albert Eckhout

Albert Eckhout (1610 - 1666) foi um pintor, artista plastico e botânico do seculo XVII, suas obras são marcadas pelos traços de representação das regiões e peculiaridades da America Portuguesa em sua visão naturalista.
Veio as terras coloniais na comitiva de Mauricio de Nassau e representou de forma primorosa as paisagens brasileiras e seus habitantes, trazendo a Europa uma nova visão do Novo Mundo que se formava.
























































As pinturas são de uma beleza tão primorosas que impressionaram ate Dom Pedro II, grande parte de suas obras, retratam o índio em sua condição natural, mesmo que de forma chocante e exótica aos contemporâneos europeus, as pinturas retratam os indivíduos sempre em uma postura austera e de hombridade, de forma central a tela, passando a visão de principal foco a ser retratado, e não como meramente complemento de sua paisagem tipica.